sábado, 8 de julho de 2017

QUAL A SUA MAIOR RIQUEZA?

E aconteceu que, nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe requereu: “Mestre, ordena a meu irmão que divida comigo a herança”. Porém Jesus lhe replicou: “Homem, quem me designou juiz ou negociador entre vós?” Em seguida lhes advertiu: “Tende cautela e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porquanto a vida de uma pessoa não se constitui do acúmulo de bens que possa conseguir”. 
A parábola do rico insensato.
E lhes propôs uma parábola: “As terras de certo homem rico produziram com abundância. E ele começou a pensar consigo mesmo: ‘Que farei agora, pois não tenho onde armazenar toda a minha colheita?’. Então lhe veio à mente: ‘Já sei! Derrubarei os meus celeiros e construirei outros ainda maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E assim direi à minha alma: tens grande quantidade de bens, depositados para muitos anos; agora tranquiliza-te, come, bebe e diverte-te! Contudo, Deus lhe afirmou: ‘Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?’. Isso também acontece com quem poupa riquezas para si mesmo, mas não é rico para com Deus” (Lucas, 12.13-21).

Neste episódio, enquanto Jesus ensinava a multidão, um homem levanta a voz e diz: “Mestre, ordena a meu irmão que divida comigo a herança”. Jesus lhe replicou: “Homem, quem me designou juiz ou negociador entre vós?” Em seguida Ele advertiu acerca da avareza, e sobre a preocupação de se constituir bens materiais como prioridade. 
Jesus adverte acerca do hábito de colocar as coisas deste mundo em primeiro lugar, enquanto se despreza as espirituais e negamos aos outros solidariedade. Geralmente as pessoas estão preocupadas consigo mesmas, e nos seus interesses mesquinhos. Elas ficam aprisionadas às coisas deste mundo e firmam a sua visão nas coisas materiais. Essa visão falsa deve desaparecer para que possa reconhecer que Deus é a única fonte real e verdadeira que importa. 
Nesta parábola do rico insensato, Jesus não condenou a riqueza em si; mas o desejo compulsivo em possui-la, tendo-a como prioridade, sendo objeto de avareza. Jesus adverte sobre a avareza, sobre a insensatez de priorizar as coisas materiais em detrimento as espirituais. 
Podemos ser prósperos, bem sucedidos e financeiramente ricos, não há nada de errado nisto. Porém, não devemos permitir que as riquezas nos domine, a ponto de nos tornarmos avarentos. A Bíblia recomenda: Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração (Salmos, 62.10).
A questão não é ser rico ou pobre, o que a Bíblia condena é o amor ao dinheiro. 
O homem da parábola era prospero e acumulou riquezas, porém ele era avarento e amava o dinheiro. 
Está escrito: Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males ... (I Timóteo, 6.10).
O apóstolo Paulo pede para o pastor Timóteo exortar: Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna (I Timóteo, 6.17-19).

NADA TROUXEMOS E NADA LEVAREMOS.

Nesta parábola, o rico insensato decidiu edificar novos celeiros, e declarou que tinha bens para muitos anos. Ele disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros antigos, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. 
Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? (Lucas, 12.18-20). Na morte não levamos nada, tudo fica, e nós partimos para prestar contas da nossa alma a Deus.
Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão ( Ec.5.15 ).
Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele (1Tm.6.7).

A morte é uma realidade incontestável, nenhum de nós podemos negar que ou mais cedo ou mais tarde havemos de morrer. A  morte vem para o rico e para o pobre, para o sábio e para o ignorante, para o branco e para o negro, para o que mora no palácio e para o que mora em palafita, para o que mora em uma mansão e para aquele que mora em casa de barro coberta de palha. Ela não respeita quem é feio ou quem é bonito, ela virá para o ateu e para o crente, enfim ela virá para todos.Tem pessoas que tem pavor da morte, não suporta ouvir alguém falar, até treme nas bases quando se fala da morte.

Na década de 70, o magnata grego sr. Onassis, foi considerado o homem mais rico do mundo, porém a sua fortuna não pôde impedir que a doença que o acometia, o levasse à morte. Nos relata a história, que ele contratou os melhores médicos da Grécia, e chegou a dizer: Eu dou metade da minha fortuna pela minha saúde, eu ainda quero viver pelo menos mais dez anos de vida, mas a sua situação foi irreversível, ele veio a falecer em 15 de março de 1975 aos 69 anos.Toda sua riqueza ficou, ele só levou a sua alma para prestar contas à Deus.

Perto de morrer, Alexandre fez três pedidos aos seus ministros:

1) Que seu caixão fosse carregado pelos melhores médicos da época.
2) Que os tesouros que tinha, fossem espalhados pelo caminho até seu túmulo.
3) Que suas mãos ficassem fora do caixão e a vista de todos.

*Os ministros surpresos perguntaram quais são os motivos?
*Ele respondeu:

1) Eu quero que os melhores médicos carreguem meu caixão, para mostrar que eles não têm poder nenhum sobre a morte.
2) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros, para que todos possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui ficam.
3) Eu quero que minhas mãos fiquem para fora do caixão, de modo que as pessoas possam ver que viemos com as mãos vazias, e de mãos vazias voltamos.

Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele (I Timóteo. 6.7).

CONCLUSÃO:
Qual deve ser a nossa maior riqueza? Qual a riqueza que verdadeiramente nos importa? Que não sejamos avarentos como o rico insensato da parábola, mas que possamos priorizar as coisas espirituais e colocarmos Deus como a nossa fonte de esperança. Amém!