sábado, 22 de julho de 2017

A Verdadeira Identidade de Jesus de Nazaré.

A verdadeira identidade de Jesus de Nazaré é algo palpitante e ao mesmo tempo oportuno. São milhões de pessoas que ainda não conhecem o verdadeiro Jesus revelado nos evangelhos. Muitas pesquisas criteriosas foram realizadas sobre a vida e a obra de Jesus ao longo dos séculos; no entanto, Ele continua sendo a personagem mais polêmica e mais importante da História. Jesus é tema de filmes, músicas, livros, poesias, pinturas e personagem de teatros. Sua história está traduzida para 2.935 línguas. Ele manifestou seu poder sobre o reino das trevas, sobre Satanás e sobre o inferno; sobre as enfermidades e sobre a morte; sobre o pecado e sobre a natureza. Seus discípulos chegaram a perguntar: Que homem é este?

A DEIDADE DE JESUS.

A deidade de Jesus inclui sua coexistência no tempo e na eternidade. Conforme declara o evangelista João no prólogo do seu livro: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo.1.1). O Verbo é eternamente preexistente, não há como negar esta verdade. O termo "Verbo" no grego, logos, tem grande significado, visto que Jesus Cristo é a principal expressão da vontade divina. Ele não é simplesmente um deus, como alguns entendem e querem que seja, Ele é de fato e de verdade a Divindade que se fez carne e habitou entre os homens. Ele é a palavra viva, porquanto, sem Ele nada do que foi feito (na criação) se fez (Jo.1.3; Cl.1.15). Ele é a imagem do Deus invisível (Hb.1.1,2). Cristo é a mais completa revelação de Deus à humanidade. Ele não é uma representação de Deus, Ele é o próprio Deus. 

JESUS 100% DEUS.

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo.1.1,14).
João revela no prólogo do seu evangelho que Jesus é Deus. A expressão Unigênito do Pai, indica que como Filho de Deus, Ele é o representante exclusivo da divindade. O objetivo de João é mostrar que Jesus é a expressa imagem de Deus. Ele não foi gerado, Ele já existia. A expressão "no princípio", é apenas um ponto de referência na eternidade, isto é incalculável para o ser humano.
Ele não era 50% homem e 50% Deus, mas plenamente Deus.

Algumas provas registradas no evangelho de João que Jesus é Deus:

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo.1.1).

Quem vê a mim vê o Pai (Jo.14.9).

Eu e o Pai somos um (Jo.10.30).

Antes que Abraão existisse, eu sou (Jo.8.58).

Tomé disse: "Senhor meu, e Deus meu!" (Jo.20.28).

JESUS 100% HOMEM.

Jesus Cristo era pleno Deus e pleno ser humano. Ele não era em parte Deus e em parte homem. Antes, era cem por cento Deus, e, ao mesmo tempo, cem por cento homem. Em outras palavras: Ele exibia um conjunto de qualidades divina, quanto de qualidades humana, numa mesma pessoa; de tal modo que essas qualidades não interferiam uma com a outra. Numerosas passagens bíblicas ensinam claramente que Jesus de Nazaré tinha um corpo verdadeiramente humano e uma alma racional. O apóstolo Paulo reconhece esta verdade e declara: Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (I Timóteo, 2.5).
João declara: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo.1.14). " E todo o espírito que confessa que Jesus não veio em carne não é de Deus (I Jo.4.3).

Os evangelhos revelam atributos característicos do ser humano em Jesus, como por exemplo:

Ele nasceu de uma mulher (Isaías, 7.14; Gálatas, 4.4,5; Lucas, 2.6,7).

Ele teve irmãos e irmãs (Mt.12.47; 13.55,56).

Ele cresceu em estatura e em sabedoria (Lc.2.52).

Ele sentiu sono, fome, sede e cansaço (Mt.8.24; Jo.19.28; 4.6).

Ele sofreu, chorou e sentiu angústia (Hb.13.12; Lc.19.41; Mt.26.37).

Ele deu provas materiais de ter um corpo humano (Lc.24.38-42; I Jo.1.1).

Ele se fez semelhante aos homens, mas sem pecados (Fp. 2.6,7; Hb.2.14,17; 4.15).

* Como homem Ele teve mãe, mas não teve pai.
* Como Deus Ele teve Pai, mas não teve mãe.

CONCLUSÃO:
O Senhor Jesus Cristo é o mais polêmico e controvertido de todos os personagens da História, porque Ele é o único que teve uma identidade humana e divina ao mesmo tempo, viveu como homem, sendo Deus.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

SETE EFEITOS DA PALAVRA DE DEUS.

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb.4.12).

A palavra de Deus tem efeitos poderosos para aquilo que ela é enviada, ela não volta vazia, mas é eficaz, porque ela produz efeitos. Eu acredito no poder da palavra de Deus, independente das circunstâncias a palavra de Deus é viva, porque ela produz vida. Ainda que tudo venha dá errado, ela é eficaz; porque ela produz resultados positivos e não falha. Ela é penetrante, porque ela penetra na profundidade do nosso ser e revela o que está no coração do homem.
Ela enche, preenche e satisfaz o nosso coração; ela transforma o coração do mais vil pecador, porque ela é a palavra de Deus.

1. A PALAVRA DE DEUS REGENERA.

Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre (I Pedro, 1.23).

2. A PALAVRA DE DEUS PURIFICA.

Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra (Salmos, 119.9).

3. A PALAVRA DE DEUS SANTIFICA.

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade (João, 17.17).

4. A PALAVRA DE DEUS SALVA.

Mas que diz: A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo (Romanos, 10.8,9).

5. A PALAVRA DE DEUS CURA.

Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da sua destruição (Salmos, 107.20).

6. A PALAVRA DE DEUS GERA FÉ.

De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Romanos, 10.17).

7. A PALAVRA DE DEUS DÁ ENTENDIMENTO.

A exposição das tuas palavras ilumina e dá entendimento aos inexperientes! (Salmos, 119.130).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A mesa do SENHOR é Desprezível?

“Mas vós profanais o meu Nome, quando dizeis: ‘A mesa de Deus é impura, e seu alimento é desprezível.’ E ainda murmurais: ‘Que canseira!’ E zombais do cerimonial.” Acusa o SENHOR dos Exércitos. “Quando trazeis como oferta animais roubados, aleijados e doentes, e ofereceis isso em sacrifício, imaginas mesmo que Eu deveria aceitá-los de suas mãos?” Questiona o SENHOR. “Maldito seja o enganador que, tendo no rebanho um macho sem defeito, promete oferecê-lo, mas acaba sacrificando para mim um animal defeituoso ou doente!”, adverte o Eterno dos Exércitos; “pois Eu Sou o grande Rei, e o meu Nome deve ser temido entre todas as nações da terra!” (Malaquias, 1.12-14).

O desprezo e a desvalorização as coisas sagradas foi motivo de repreensão para o povo de Deus na época do profeta Malaquias. A nação escolhida por Deus para propagar o seu nome, agora estava vivendo uma grande decadência espiritual. O povo estava voltado para as coisas materiais e desprezavam as espirituais, a ponto de desprezarem a mesa do SENHOR e trazerem a pior oferta para oferecerem ao SENHOR.  
Na época atual estamos vivendo um quadro semelhante a este, o povo de Deus, não buscam a Deus de todo coração e muitos estão em busca dos seus próprios interesses, e voltados para as coisas materiais. Muitos não ofertam o seu melhor para Deus, não prestam ao SENHOR a devida reverência e desprezam as coisas espirituais. Quem despreza a mesa do SENHOR, está desprezando o próprio Deus e provando que não tem comunhão com Ele.

A SATISFAÇÃO DA CEIA DO SENHOR.

Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com bom coração o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras. Em todo o tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça (Eclesiastes, 9.7,8). 
O sábio Salomão, mil anos antes de Cristo vir e nascer da virgem, ele já profetizava acerca da Ceia do Senhor. Na Santa Ceia do Senhor, nós comemoramos a morte e a ressurreição de JESUS; e isto deve ser feito com alegria e satisfação, pois representa a nossa vitória. Devemos fazer festa, pois, Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

A CEIA DO SENHOR NOS LEVA A TRÊS TIPOS DE REFLEXÕES:

INTROSPECTIVA.

A introspecção ocorre quando começamos a refletir e a olhar para dentro de nós mesmo, e começamos a nos examinar sobre as nossas atitudes e comportamentos. O apóstolo Paulo ao instruir a igreja sobre a celebração da Ceia do Senhor, ele diz que devemos nos examinar e também julgar a nós mesmos. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem. Porque, se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo (1Co.11.28-32). Essa reflexão nos leva a fazer uma checagem geral da nossa vida espiritual diante de Deus, só assim podemos ou não, cearmos com alegria e comunhão com o Senhor.

RETROSPECTIVA.

A retrospectiva nos leva de volta ao passado, passado este que nos remete para a cruz de Cristo, onde nós podemos refletir sobre o seu sacrifício expiatório e a sua morte vicária. Um dos propósito da Santa Ceia do Senhor é exatamente este, Jesus disse: Fazei isto em memória de mim (Lc.22.19). Nesta reflexão nós voltamos ao passado para sempre nos lembrarmos do alto preço que Jesus pagou por nós; porém também nos alegramos pelo fato de Ele ter morrido por nossos pecados e ressuscitado ao terceiro dia para garantir a nossa salvação.


EXPECTATIVA. 

A expectativa nos deixa atentos e alerta quanto ao retorno de Jesus. O apóstolo Paulo nos orienta dizendo: Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha (1Co.11.26). Portanto entendemos que, a Ceia do Senhor tem também como propósito manter viva a esperança dos crentes e anunciar a volta de Jesus. Em quanto o mundo (as pessoas) está na expectativa de viver dias melhores, a igreja de Jesus aguarda com grande expectativa a gloriosa volta do Rei, JESUS. 

Maranata! O Rei está voltando. Amém!

CONCLUSÃO:
Que possamos valorizar a mesa do SENHOR e a sua obra de modo geral, que possamos valorizar a nossa salvação pelo sacrifício da morte de Jesus, e proclamar as boas novas de salvação para os perdidos. Amém!

domingo, 16 de julho de 2017

DEZ RAZÕES PARA FREQUENTAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR ... (Oséias, 6.3).
Eis que o meu povo está sendo arruinado porque lhe falta conhecimento da Palavra (Oséias, 4.6).

A Escola Bíblica Dominical, é o maior seminário teológico do mundo. Todo cristão que se preza e busca conhecer melhor a bíblia, deve fazer parte da E.B.D. Um cristão que não se preocupa em buscar o conhecimento, torna-se um crente raquítico e ignorante em relação ao conhecimento bíblico. A falta de conhecimento da palavra tem levado muitos cristãos ao fracasso espiritual. Todos os cristãos que são obreiros do Senhor, devem procurar aprender mais da palavra e ser integrante da Escola Bíblica Dominical. O apóstolo Paulo nos recomenda: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (II Timóteo, 2.15). Manejar bem a palavra é uma virtude de quem ler e procura aprender. Porque quando nós deixamos de aprender, paramos de crescer. 

1. NA E.B.D. APRENDEMOS A MANEJAR BEM A PALAVRA.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (II Timóteo, 2.15).

2. NA E.B.D. APRENDEMOS A AMAR A PALAVRA.
A tua palavra é muito pura; por isso, o teu servo a ama (Salmos, 119.140).
Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (Salmos, 119.97).

3. NA E.B.D. ADQUIRIMOS ENTENDIMENTO DA PALAVRA.
A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices (Salmos, 119.130).

4. NA E.B.D. CRESCEMOS NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO.
Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo ... (II Pedro, 3.18).

5. NA E.B.D. TEMOS O ALIMENTO GENUÍNO PARA NOSSO CRESCIMENTO.
Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo (I Pedro, 2.2).

6. A E.B.D. É A FONTE DE AVIVAMENTO.
Porque onde a palavra de Deus é ensinada e praticada o avivamento acontece. 
Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. 
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti (Salmos, 119.9,11).

7. NA E.B.D. APRENDEMOS A RESPONDER A RAZÃO DA NOSSA ESPERANÇA.
Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (I Pedro, 3.15).

8. NA E.B.D. APRENDEMOS A PALAVRA DE DEUS.
E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês? 
E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? (Atos, 8.30,31).

9. NA E.B.D. A NOSSA FÉ É FORTALECIDA.
De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Romanos, 10.17).

10. NA E.B.D. APRENDEMOS TEOLOGIA.
Porque a E.B.D. é o maior seminário teológico do mundo.
Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR ... (Oséias, 6.3). 

CONCLUSÃO:
Aprender nunca é demais, somos eternos aprendiz. 
Nunca devemos nos orgulhar dos nossos conhecimentos.
Quando pensamos que sabemos tudo, e não temos a humildade de aprender, paramos de crescer. 
Quem não se assenta para aprender não deve se levantar para ensinar.
Existem três classes de pessoas infelizes: 
- As que não sabem e não procuram aprender.
- As que sabem e não ensinam.
- As que ensinam e não praticam.

sábado, 15 de julho de 2017

JOÃO BATISTA FOI A REENCARNAÇÃO DE ELIAS?

E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir (Mateus, 11.14).

Esta pergunta para muitos que acreditam na doutrina da reencarnação é sim. Porém, esta compreensão da citação feita por Jesus é mal interpretada por aqueles que seguem a doutrina espírita kardecista. Jesus diz à multidão acerca de João Batista: Este é aquele de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, o qual preparará diante de ti o teu caminho (Lucas, 7.27). Jesus aqui faz uma citação da profecia de Malaquias, 3.1; e em seguida Ele diz: E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir (Mt.11.14). Depois de João Batista ter sido morto, decapitado por autorização de Herodes; Jesus responde uma pergunta dos seus discípulos, e diz: Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem (Mt.17.12). Na verdade o que é compreensível é que, João Batista veio com as mesmas características e virtudes de Elias. No seu nascimento, ou antes de João Batista nascer, o anjo diz a Zacarias: Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias ... (Lucas, 1.15-17).

João Batista foi a reencarnação de Elias? Segundo o espiritismo "sim". Jesus supostamente “identificou em João Batista o espírito do profeta Elias, que foi arrebatado séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias (Mateus 11:14 e Malaquias 4:5).”Esta tese elabora em gravíssimo erro por vários motivos, vejamos:

O QUE DISSE JOÃO BATISTA:

João Batista disse abertamente, sobre essa questão, quando lhe perguntaram: “És tu Elias?”, ele respondeu desembaraçadamente: “NÃO SOU” (conf. João 1:21). Parece que, se a reencarnação existe, João Batista foi um dos que nunca creu nela.

O QUE DISSE JESUS:

Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem (Mt.17.12).
Quando Jesus fez esta comparação, eles tinham acabado de ver Elias e Moisés no monte da transfiguração.
Se Elias fosse João Batista reencarnado os espíritas entrariam em contradição com sua própria doutrina, veja:
João nesta altura já havia sido decapitado por Herodes, portanto estava morto. Ora, o próprio Kardec afirmou que “a reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo”. Como então, João Batista, apareceu no velho corpo na transfiguração? Não teria ele que aparecer (de acordo com a doutrina espírita) com o atual, da ultima reencarnação, isto é, com o corpo de João e não de Elias?

O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA:

Segundo a doutrina espírita, o tal espírito se reencarna para purgar suas faltas do passado para progredir até ser espírito puro. Diz Kardec: “Toda a falta cometida, todo o mal praticado é uma dívida contraída que deverá ser paga.” (O Céu e o Inferno, pág. 88) Certamente, Elias mesmo sendo um profeta de Deus, tendo intimidade com Ele, parece que não havia progredido muito, visto que passou novamente pelas mesmas “provas” (como João Batista) para “limpar” seu suposto “carma” do passado.
A Bíblia diz categoricamente que “Está ordenado ao homem morrer uma só vez vindo depois disto o juízo” (Hebreus 9:27). Não existem várias mortes, mas uma só.
Demais disso, alguns judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lucas 9:7,8).

REFUTAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA:

Se a reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que não morreu. Fica claro assim que João não era Elias já que Elias NÃO MORREU, como erroneamente quer fazer entender e com muita dificuldade a doutrina espírita, tendo Elias sido arrebatado vivo para Deus (conf. II Rs. 2:11).
Então porque Jesus disse que João era o Elias que havia de vir? Não precisamos recorrer à fantasiosa doutrina reencarnacionista para explicar esse ponto, deixemos que a Bíblia interprete a própria Bíblia.
João Batista iria adiante de Jesus no ESPIRITO E PODER de Elias e não que seria Elias reencarnado. (Lucas 1:17); Isto tem a ver com o ministério de ambos e não com reencarnação dos espíritos. Se seguirmos esta linha de pensamento, teremos de admitir que Elizeu e não João Batista era a reencarnação de Elias, pois diz a Bíblia que “Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte dele em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu” (2 Reis 9:15). Mas um não poderia ser a reencarnação do outro, pois ambos viveram ao mesmo tempo. Quando vemos uma pessoa com as mesmas características de outra dizemos: Este é um Pelé, um Picasso. Com isso não queremos dizer que um é a reencarnação do outro! Vejamos então as semelhanças entre o ministério de ambos os profetas:

ELIAS
=====
Profetizou em tempos de apostasia.
Profetizou para aproximar o povo de Deus.
Vestia –se com roupa de pele de ovelhas.
Acabe (o rei) tinha medo de Elias.
Jezabel pediu a vida de Elias.
Pregava sobre o arrependimento e castigo.

JOÃO BATISTA
============
Profetizou em tempos de apostasia.
Profetizou para aproximar o povo de Deus.
Vestia-se com roupa de pele de ovelhas.
Herodes tinha medo de Elias.
Herodias pediu a vida de João.
Pregava sobre o arrependimento e castigo.

CONCLUSÃO:
Fica descartada qualquer possibilidade da doutrina da reencarnação ter respaldo bíblico, visto que a bíblia ensina sobre ressurreição e nunca sobre reencarnação.
Que cada um de nós vivamos uma vida digna diante de Deus, o nosso Salvador, para que possamos ter a certeza de vida eterna com Deus. Porque depois da morte não haverá bis, mas segue-se o juízo. Está escrito: E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo (Hebreus, 9.27).

Texto articulado e adaptado por Geraldo Barbosa.
Extraído do site Centro Apologético Cristão de Pesquisa.
Fonte: http: www.cacp.org.br/o-concilio-origenes-e-a-reencarnacao 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

JESUS NO EVANGELHO DE JOÃO.

E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre (João, 7.37,38).

O evangelho de João é o único que apresenta Jesus como a fonte da água da vida. No capítulo seis o próprio Jesus declara que, aquele que nele crê nunca terá sede (Jo.6.35). A fonte real e verdadeira é Jesus, o resto são cisternas rotas e fontes imundas.
O homem, desde os tempos mais remotos sente sede de Deus, e esta sede espiritual é algo que não pode ser saciada por qualquer fonte religiosa ou prazeres mundanos. Ao longo dos séculos, a humanidade vem buscando saciar esta sede espiritual em muitas "fontes", e não consegue sacia-la.
As fontes que o mundo oferece não conseguem matar a sede espiritual das pessoas; elas sempre retornam em busca de algo mais. Porém, Jesus, a fonte real e verdadeira, é o único que pode saciar por completo a sede espiritual da humanidade. 

SETE MILAGRES.

1. Jesus transforma água em vinho (Jo.2.1-11).

2. Jesus cura um paralítico (Jo.5.1-15).

3. Jesus multiplica pães e peixes (Jo.6.1-14).

4. Jesus anda sobre o mar (Jo.6.16-21).

5. Jesus cura um cego de nascença (Jo.9.1-9).

6. Jesus ressuscita Lázaro, morto há quatro dias (Jo.11-45).

7. Jesus opera o milagre da pesca (Jo. 21.1-11).

SETE SERMÕES.

1. Jesus instrui Nicodemos acerca do novo nascimento (Jo.3.1-21).

2. Jesus discursa para os judeus acerca de sua deidade (Jo.5.16-47).

3. Jesus ensina na sinagoga (Jo.6.26-59).

4. Jesus ensina no templo (Jo.7.14-53).

5. Jesus discursa sobre a sua missão (Jo.8.12-59).

6. Jesus se declara o bom pastor e responde a pergunta dos judeus (Jo.10.1-42).

7. Jesus dar as últimas instruções para os seus discípulos (João, 13.11-38; capítulos 14,15,16).

SETE DECLARAÇÕES.

Eu sou o Pão da vida (Jo.6.35).
Eu sou a Luz do mundo (Jo.8.12).
Eu sou a Porta (Jo.10.9).
Eu sou o Bom pastor (Jo.10.11).
Eu sou a Ressurreição e a vida (Jo.11.25).
Eu sou o Caminho a verdade e a vida (Jo.14.6).
Eu sou a Videira verdadeira (Jo.15.1).

JESUS NOS 21 CAPÍTULOS.

1. O FILHO DE DEUS.
2. O OPERADOR DE MARAVILHAS.
3. O MESTRE DIVINO.
4. O GANHADOR DE ALMAS.
5. O GRANDE MÉDICO.
6. O PÃO DA VIDA.
7. A ÁGUA DA VIDA.
8. O DEFENSOR DOS FRACOS.
9. A LUZ DO MUNDO.
10. O BOM PASTOR.
11. O PRÍNCIPE DA VIDA.
12. O REI.
13. O SERVO.
14. O CONSOLADOR.
15. A VIDEIRA VERDADEIRA.
16. O DOADOR DO ESPÍRITO SANTO.
17. O GRANDE INTERCESSOR.
18. O SOFREDOR MODELO.
19. O SALVADOR CRUCIFICADO.
20. O CONQUISTADOR DA MORTE.
21. O RESTAURADOR DO ARREPENDIDO. 
                                                               
CONCLUSÃO:
O evangelho de João tem uma visão diferente dos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas).
João apresenta Jesus como Filho de Deus e atesta a sua divindade através dos sinais e milagres operados por Ele. No final do seu livro João escreve: Jesus, pois, operou também, em presença de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo.20.30,31). Amém!

domingo, 9 de julho de 2017

AQUELE QUE CRER NÃO SE APRESSE.


Portanto, assim diz o SENHOR Jeová: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse (Isaías, 28.16).

Repetidas vezes lemos na bíblia que os apressados não foram bem sucedidos. Quem anda em comunhão com Deus sabe o tempo certo em que Deus vai cumprir o que lhe prometeu. Portanto, não se precipite, não busque atalhos, nem deixe ninguém querer antecipar o que Deus lhe prometeu. Os apressados ou ansiosos em querer tomar posse de algo antes do tempo, podem atrapalhar o plano Divino. Não estejais inquietos por coisa alguma (Fp.4.6). De acordo com entendimento bíblico, peca quem é precipitado. Saul é um dos maus exemplos de pressa e precipitação. A pressa de Saul o levou a uma precipitação de oferecer sacrifício em lugar de Samuel, e por essa atitude ele foi reprovado e perdeu o reino (I Samuel, 10.8;13.8-14). 

Quem crer obedece, e quem obedece não se apressa. O grande problema das pessoas é a inquietação, se aquiete e deixe Deus agir. Deus trabalha na calma. Ele diz: Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus (Sl.46.10).
Fique no lugar da bênção, debaixo da soberana vontade de Deus. Não te apresses a sair da presença Dele (Ec.8.3). Quando vier as tempestades e as oposições do Diabo se levantarem contra você, não volte atrás e não desanime. Está escrito: Levantando-se contra ti o espírito do governador, não deixes o teu lugar, porque o acordo é um remédio que aquieta grandes pecados (Ec.10.4). 
Seja firme e relutante, persista em esperar e Deus cumprirá os seus planos na sua vida. 
Davi disse: Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor (Salmos, 40.1). 
Jó disse: Ainda que Ele me mate, nele esperarei... (Jó, 13.15).

Deus trabalha para quem Nele esperar. 
Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera (Isaías, 64.4).
Os que esperam no SENHOR terão as suas forças renovadas. 
Não sabes, não ouviste que o Eterno, o SENHOR, o Criador de toda a terra, não se cansa nem fica exausto? Sua sabedoria é insondável, seu conhecimento incompreensível.
Faz forte ao cansado e multiplica o vigor dos que estão fatigados!
Ora, até os adolescentes se cansam e ficam exaustos, e os jovens tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no SENHOR renovam suas forças. Voam alto como águias; correm e não se fatigam, caminham e não se cansam (Isaías, 40.28-31).

Portanto, não se apresse, creia, confie e espere; Deus está trabalhando a seu favor, e no tempo certo Ele vai te exaltar e te dá vitória. Amém!

sábado, 8 de julho de 2017

QUAL A SUA MAIOR RIQUEZA?

E aconteceu que, nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe requereu: “Mestre, ordena a meu irmão que divida comigo a herança”. Porém Jesus lhe replicou: “Homem, quem me designou juiz ou negociador entre vós?” Em seguida lhes advertiu: “Tende cautela e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porquanto a vida de uma pessoa não se constitui do acúmulo de bens que possa conseguir”. 
A parábola do rico insensato.
E lhes propôs uma parábola: “As terras de certo homem rico produziram com abundância. E ele começou a pensar consigo mesmo: ‘Que farei agora, pois não tenho onde armazenar toda a minha colheita?’. Então lhe veio à mente: ‘Já sei! Derrubarei os meus celeiros e construirei outros ainda maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E assim direi à minha alma: tens grande quantidade de bens, depositados para muitos anos; agora tranquiliza-te, come, bebe e diverte-te! Contudo, Deus lhe afirmou: ‘Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?’. Isso também acontece com quem poupa riquezas para si mesmo, mas não é rico para com Deus” (Lucas, 12.13-21).

Neste episódio, enquanto Jesus ensinava a multidão, um homem levanta a voz e diz: “Mestre, ordena a meu irmão que divida comigo a herança”. Jesus lhe replicou: “Homem, quem me designou juiz ou negociador entre vós?” Em seguida Ele advertiu acerca da avareza, e sobre a preocupação de se constituir bens materiais como prioridade. 
Jesus adverte acerca do hábito de colocar as coisas deste mundo em primeiro lugar, enquanto se despreza as espirituais e negamos aos outros solidariedade. Geralmente as pessoas estão preocupadas consigo mesmas, e nos seus interesses mesquinhos. Elas ficam aprisionadas às coisas deste mundo e firmam a sua visão nas coisas materiais. Essa visão falsa deve desaparecer para que possa reconhecer que Deus é a única fonte real e verdadeira que importa. 
Nesta parábola do rico insensato, Jesus não condenou a riqueza em si; mas o desejo compulsivo em possui-la, tendo-a como prioridade, sendo objeto de avareza. Jesus adverte sobre a avareza, sobre a insensatez de priorizar as coisas materiais em detrimento as espirituais. 
Podemos ser prósperos, bem sucedidos e financeiramente ricos, não há nada de errado nisto. Porém, não devemos permitir que as riquezas nos domine, a ponto de nos tornarmos avarentos. A Bíblia recomenda: Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração (Salmos, 62.10).
A questão não é ser rico ou pobre, o que a Bíblia condena é o amor ao dinheiro. 
O homem da parábola era prospero e acumulou riquezas, porém ele era avarento e amava o dinheiro. 
Está escrito: Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males ... (I Timóteo, 6.10).
O apóstolo Paulo pede para o pastor Timóteo exortar: Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna (I Timóteo, 6.17-19).

NADA TROUXEMOS E NADA LEVAREMOS.

Nesta parábola, o rico insensato decidiu edificar novos celeiros, e declarou que tinha bens para muitos anos. Ele disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros antigos, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. 
Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? (Lucas, 12.18-20). Na morte não levamos nada, tudo fica, e nós partimos para prestar contas da nossa alma a Deus.
Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão ( Ec.5.15 ).
Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele (1Tm.6.7).

A morte é uma realidade incontestável, nenhum de nós podemos negar que ou mais cedo ou mais tarde havemos de morrer. A  morte vem para o rico e para o pobre, para o sábio e para o ignorante, para o branco e para o negro, para o que mora no palácio e para o que mora em palafita, para o que mora em uma mansão e para aquele que mora em casa de barro coberta de palha. Ela não respeita quem é feio ou quem é bonito, ela virá para o ateu e para o crente, enfim ela virá para todos.Tem pessoas que tem pavor da morte, não suporta ouvir alguém falar, até treme nas bases quando se fala da morte.

Na década de 70, o magnata grego sr. Onassis, foi considerado o homem mais rico do mundo, porém a sua fortuna não pôde impedir que a doença que o acometia, o levasse à morte. Nos relata a história, que ele contratou os melhores médicos da Grécia, e chegou a dizer: Eu dou metade da minha fortuna pela minha saúde, eu ainda quero viver pelo menos mais dez anos de vida, mas a sua situação foi irreversível, ele veio a falecer em 15 de março de 1975 aos 69 anos.Toda sua riqueza ficou, ele só levou a sua alma para prestar contas à Deus.

Perto de morrer, Alexandre fez três pedidos aos seus ministros:

1) Que seu caixão fosse carregado pelos melhores médicos da época.
2) Que os tesouros que tinha, fossem espalhados pelo caminho até seu túmulo.
3) Que suas mãos ficassem fora do caixão e a vista de todos.

*Os ministros surpresos perguntaram quais são os motivos?
*Ele respondeu:

1) Eu quero que os melhores médicos carreguem meu caixão, para mostrar que eles não têm poder nenhum sobre a morte.
2) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros, para que todos possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui ficam.
3) Eu quero que minhas mãos fiquem para fora do caixão, de modo que as pessoas possam ver que viemos com as mãos vazias, e de mãos vazias voltamos.

Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele (I Timóteo. 6.7).

CONCLUSÃO:
Qual deve ser a nossa maior riqueza? Qual a riqueza que verdadeiramente nos importa? Que não sejamos avarentos como o rico insensato da parábola, mas que possamos priorizar as coisas espirituais e colocarmos Deus como a nossa fonte de esperança. Amém! 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

A MENSAGEM DA CRUZ.

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (I Coríntios, 1.18).

A mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos é o poder de Deus. 
A mensagem da cruz é a mais impactante e revolucionária de todos os tempos. Sem a cruz não haveria o Salvador, sem o Salvador não há salvação, e sem salvação, toda a humanidade estaria perdida e condenada para sempre.
Infelizmente este tipo de mensagem tem se tornado uma raridade nos púlpitos de nossas igrejas. A preferência é pela mensagem que trata das necessidades dos homens e como Deus pode satisfazê-las; é uma mensagem de autoajuda focada no homem e não na cruz de Cristo. A mensagem da cruz é a principal de todas as mensagens que um pregador possa extrair do texto sagrado.

A MENSAGEM DA CRUZ NOS FALA DE:

PROPICIAÇÃO.

Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo (I João, 2.2).
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus (Romanos, 3.23-25).
Na propiciação a ira de Deus é aplacada e os nossos pecados absorvidos. A propiciação foi efetuada por Jesus, pelo seu sangue, ela acalmou a ira de Deus, e assim podemos chegar a presença Dele com confiança. 

PURIFICAÇÃO.

Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado (I João, 1.7).
Na purificação nós somos santificados e separados do pecado, para sermos exclusivo para Deus. O homem sem Deus é considerado impuro e depravado, a sua vida de pecados o leva a um estado de miséria espiritual. Porém, o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do calvário, tem poder para o purificar de toda a imundície. 

REMISSÃO.

Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça (Efésios, 1.7).
Remissão significa: Perdão; ação ou efeito de remir, de receber ou de alcançar o perdão, absolvição.
Na cruz os nossos pecados foram perdoados, a nossa dívida foi paga e a nossa pena foi absorvida.
Na remissão, nós também fomos reconciliados com Deus por intermédio da cruz de Cristo. Leia: II Coríntios, 5.17-19.
A nossa remissão foi efetuada por Jesus através da sua morte vicária na cruz do Calvário. Porém, este benefício só poderá ser alcançado quando o homem reconhece que é um pecador é aceita Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.  

SALVAÇÃO.

E sendo Ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem (Hebreus, 5.9).
O homem no pecado está inteiramente perdido, sem Deus, sem paz e sem salvação. Mas Deus por sua graça nos enviou seu Filho, Jesus Cristo, para nos salvar. O nosso estado era deplorável e estávamos destinados a condenação eterna. Nada, nem ninguém podia nos salvar, a nossa justiça é como trapos de imundícies, e os nossos méritos sem valor algum (Isaías, 64.6,7). Mas a graça de Deus nos alcançou e nos proporcionou uma grande salvação. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie (Efésios, 2.8,9).

CONCLUSÃO:
A mensagem da cruz é a única mensagem que tem poder de transformar a vida do homem, de lhe perdoar e libertar de todo o mal. Portanto, não despreze a mensagem da cruz, mas aceite-a, viva-a e pregue-a. Há uma poesia de um hino que diz: "Se eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar". Amém! 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

PASSANDO PELO GETSÊMANI.


Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar (Mateus, 26.36).

A palavra getsêmani significa “prensa de azeite”, ou seja, local onde a oliveira é esmagada para produção do azeite. Era um jardim situado no monte das Oliveiras em Jerusalém. Na hora mais difícil, após Jesus haver celebrado a páscoa com os seus discípulos, Ele cantou um hino, e saiu para o monte das Oliveiras (Mt.26.30). O monte das Oliveiras era um lugar especial que Jesus costumava ir (Lc.22.39). 
Jesus precisava passar pelo Getsêmani, Ele precisava conversar em secreto com o Pai, a sua alma estava aflita. Ele disse para os seus discípulos: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai (Mc.14.34). 
Jesus já sentia o pavor das trevas que estava prestes a se manifestar. No Getsêmani Ele entrou em uma batalha de oração para enfrentar as forças das trevas. Enquanto os discípulos descansavam e dormiam, Jesus orava ao Pai e agonizava diante da luta que teria de enfrentar. No Getsêmani todos nos abandonam e ficamos na solidão, a sois com Deus.

* GETSÊMANI, UM LUGAR ESPIRITUAL *

Getsêmani é o lugar de oração profunda, de estar a sois com Deus.
Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar (Mateus, 26.36).
E apartando-se deles... e pondo-se de joelhos, orava (Lc.22.41).
Sem oração não teremos forças para vencer as adversidades e o dia mal.

Getsêmani é o lugar de batalha espiritual. 
É o lugar da maior batalha espiritual que um crente pode enfrentar; porque confronta a "sua vontade", com a "perfeita vontade de Deus". 
É o lugar onde se adquire forças e coragem para enfrentar o Diabo, o seu reino, e o sistema pecaminoso e depravado deste mundo.

Getsêmani é o lugar de rogar a Deus com a alma. 
Pai, se possível, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua (Lc.22.42). É o lugar de submissão a vontade de Deus.

Getsêmani é o lugar da verdadeira entrega.
Onde a nossa vontade não prevalece, e sim a de Deus. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua (Lc.22.42). Lugar onde derramamos a nossa alma diante da presença de Deus.

Getsêmani é lugar de solidão. 
No Getsêmani todos nos abandonam e ficamos na solidão, a sois com Deus. Nem uma hora pudeste vigiar comigo? (Mt.26.40). 
Enquanto muitos se divertem, descansam e dormem; você está no Getsêmani de Deus. Mas, o teu Getsêmani (sofrimento), está acrescentando graça sobre graça em sua vida e Deus vai transformar em vitória. 

CONCLUSÃO:
Getsêmani é lugar de revelação, onde Deus revela a sua vontade. 
É lugar de rendição, onde nós nos rendemos diante da vontade de Deus. 
É lugar de preparação, onde somos adestrados para as grandes batalhas espirituais. 
É lugar de renovação, onde a alma aflita e angustiada é confortada e fortalecida por Deus. 
Getsêmani, é o lugar da nossa vitória. Passe pela prensa de JEOVÁ e seja encharcado de azeite do Espírito Santo, para enfrentar as adversidades e realizar a obra de Deus. Amém!

sábado, 1 de julho de 2017

INSPIRAÇÃO E AUTORIDADE DA BÍBLIA.

Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro, 1.21).

A Bíblia é a revelação de Deus para a humanidade. Ela é a fonte espiritual exclusiva que desedenta a sede da humanidade. Sua inspiração e autoridade Divina lhe confere a soberania como única regra de fé e pratica para a nossa vida.
A Bíblia está traduzida atualmente para 2.935 línguas, segundo dados da Sociedade Bíblica do Brasil. Todas as versões transmitem a mesma mensagem dos antigos escritores bíblicos. Os oráculos Divinos entregues a eles foram preservados e estão disponíveis para toda a humanidade. Sua inspiração e autoridade Divina fazem dela um livro ímpar.

A BÍBLIA ESTÁ FUNDAMENTADA SOBRE TRÊS BASES:

REVELAÇÃO.

Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas (Amós, 3.7).

A palavra revelação, no grego é apocalipsis, que significa o ato ou efeito de tirar o véu que encobre o desconhecido. Nas Escrituras essa palavra é muitas vezes usada em relação a Deus. A bíblia é a revelação de Deus para toda a humanidade.

Deus se revelou de forma tríplice:
Através da natureza. 
Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anunciam a obra das suas mãos (Salmos, 19.1).
Através da bíblia, a palavra escrita.
Então disse: Eis que venho; no rolo do livro está escrito de mim (Salmos, 40.7).
Através do próprio Jesus.
Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa ... (Hebreus, 1.1,3).

A revelação de Deus, das suas obras e da sua vontade, teve inicio no livro de Gênesis e terminou em apocalipse. Portanto, toda revelação extra-bíblica que não tenha respaldo bíblico é uma heresia.
As inúmeras profecias são exclusivas das Escrituras Sagradas e provas visíveis de sua inspiração e autenticidade. A Bíblia declara a si mesma como a infalível palavra de Deus: "A palavra de nosso Deus subsiste eternamente" (Isaías, 40.8). É o único livro que se apresenta como a revelação escrita do verdadeiro Deus e com um propósito definido: A redenção da humanidade.

INSPIRAÇÃO.

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra (II Timóteo, 3.16,17).

Toda Escritura divinamente inspirada se refere à Bíblia completa, aos 66 livros, 39 do A.T. e 27 do N.T.
A palavra grega, aqui traduzida por "inspirada por Deus" ou "divinamente inspirada", é theopneustos. Este termo só aparece uma única vez na bíblia, vinda de duas palavras grega: Theos, "Deus", e pneo, "respirar, soprar". Isso significa que o texto sagrado foi "soprado por Deus". A palavra teopneustia significa " inspiração divina da bíblia".

Cânon e Inspiração.

As palavras "cânon" e "inspiração", às vezes, significam a mesma coisa. O termo kanõn se origina do vocábulo hebraico qaneh, e significa "cana". Era usada como instrumento de medir (Ez.40.3,5; 41.8), e originalmente quer dizer "vara de medir". É também traduzido por medida, regra, norma, padrão.
Nos três primeiros séculos do cristianismo, o termo se referia ao conteúdo normativo, doutrinário e ético da fé cristã. A partir do quarto século, aplicaram as palavras "cânon" e "canônico" aos livros sagrados, para reconhecer sua autoridade como livros inspirados por Deus e instrumentos normativos para a vida e a conduta dos cristãos. Estes livros eram separados das outras literaturas, eles constituíram a partir de então uma lista de livros com autoridade Divina. O cânon é, assim, a lista de livros já definidos e reconhecidos com inspiração Divina para a vida do cristão, como regra de fé e pratica.

A FIXAÇÃO DO CÂNON.

De acordo com F. F. Bruce:
“Os primeiros passos no sentido da formação de um cânon de livros cristãos havidos como dotados de autoridade, dignos de figurar ao lado do cânon do Velho Testamento, a Bíblia do Senhor Jesus e Seus apóstolos, parecem haver sido tomados por volta do começo do segundo século, época em que há evidência da circulação de duas coleções de escritos cristãos na Igreja.” (Merece Confiança o Novo Testamento? p. 31).

O quarto século viu a fixação definitiva do cânon dentro dos limites a que estamos acostumados, tanto no setor Ocidental como no Oriental da cristandade. Apenas no quarto século é que o termo cânon passou a designar os escritos sagrados.

Numa carta de Atanásio, a trigésima nona, do ano 367, dirigida a seus bispos, está uma lista dos livros da Bíblia, a primeira a conter os 27 livros do Novo Testamento como os temos hoje. Destes ninguém deveria tirar, nem a eles acrescentar coisa alguma. Esta carta foi muito importante para as igrejas gregas no Oriente, quanto à aceitação do cânon, e sua influência logo se fez sentir na Igreja Latina, pois sabemos que as Igrejas do Oriente e do Ocidente divergiam quanto aos livros canônicos. Assim o Apocalipse de João era aceito no Ocidente, mas não no Oriente, Hebreus e Tiago eram aceitos no Oriente, mas não no Ocidente. Jerônimo e Agostinho acataram a orientação dada por Atanásio.

O cânon apresentado por Atanásio prevaleceu sobre o de Euzébio de 26 livros e obteve a vitória final daí por diante.
Os Concílios de Hipona (393) ao norte da África e o de Cartago (397), ratificaram este cânon, proibindo o uso de outros livros pelas igrejas, como Didaquê, Pastoral de Hermas e Epístola de Barnabé.
Foi a Igreja, que guiada por Deus, formou o cânon, determinando depois de longos debates que livros deveriam ser rejeitados e que livros deveriam ser recebidos.

A VERSÃO DOS SETENTA.

Durante o século II a.C., em Alexandria, onde se falava o idioma grego, vivia o reinado do rei egípcio Ptolomeu Filadelfo II (285-247 a.C.), que se orgulhava de possuir em sua rica biblioteca todos os 'livros do mundo'. Havia também em Alexandria uma importante colônia judaica. Informado o soberano por seu bibliotecário, Demétrio Falário de que não existia uma versão da Bíblia em grego, prontamente estabeleceu um projeto para tal.

Pediu às autoridades religiosas do templo de Jerusalém que fizessem uma tradução em grego do Pentateuco para a recém criada biblioteca de Alexandria. O sumo sacerdote Eleazário nomeou 72 eruditos judeus, 6 escribas por tribo de Israel (outra tradição diz que eram 70), que foram até o Egito e na Ilha de Faros realizaram a tradução em 72 dias, cada um fazendo a própria tradução dos 5 primeiros livros da Bíblia em salas separadas. No final dos trabalhos se reuniram e, comparando o trabalho feito, viram que todas as traduções eram idênticas. 
Somente o Pentateuco - Torá, foi traduzido nesta etapa, os demais livros, completando a Bíblia, foram traduzidos posteriormente, até o final do século II a.C. A bíblia em hebraico é composta somente do Velho Testamento. Primeira Aliança. O Novo Testamento, também em grego, não é acoplado à Septuaginta, somente existindo em separado.

A VERSÃO JERÔNIMO. 

Havia uma confusão em entender as Escrituras na sua linguagem original. Diante disso, Dâmaso, bispo de Roma, em 382 da era cristã, pediu a Jerônimo que fizesse uma revisão do texto dos Evangelho em latim, e Jerônimo terminou esse trabalho em apenas alguns anos. Depois, ele começou a revisar a tradução em latim de outros livros da Bíblia, o que resultou em todos os livros do cânon judaico, inclusive os apócrifos.
A tradução de Jerônimo, que mais tarde veio a ser chamada de Vulgata, era um texto com base em várias fontes. Jerônimo baseou sua tradução dos Salmos na Septuaginta, uma tradução grega das Escrituras Hebraicas terminada no segundo século AEC. Ele revisou os Evangelhos e também traduziu boa parte das Escrituras Hebraicas diretamente da língua original, o hebraico. É provável que o restante das Escrituras tenha sido revisado por outros. Algumas partes da Vetus Latina acabaram sendo incluídas na Vulgata de Jerônimo.
No início, o trabalho de Jerônimo não foi muito bem recebido. Até Agostinho criticou a obra. No entanto, ela foi se estabelecendo aos poucos como o padrão para Bíblias de um só volume. No oitavo e nono séculos, eruditos como Alcuíno e Theodulf começaram a corrigir erros lingüísticos e textuais que haviam sido introduzidos na versão de Jerônimo de tanto ser copiada. Outros dividiram o texto em capítulos, facilitando a consulta de textos bíblicos. Quando a impressão tipográfica foi inventada, a versão de Jerônimo foi a primeira Bíblia a ser impressa.

Foi no Concílio de Trento, em 1546, que pela primeira vez a Igreja Católica chamou a versão de Jerônimo de Vulgata. O concílio declarou essa Bíblia “autêntica”, fazendo dela uma obra de referência para o catolicismo. Ao mesmo tempo, o concílio ordenou que ela passasse por uma revisão. O trabalho seria supervisionado por comissões especiais, mas o Papa Sisto V, ansioso para ver o serviço terminado e pelo visto confiante demais na sua capacidade, decidiu ele mesmo finalizar a revisão. O papa morreu em 1590, quando a impressão da sua versão revisada mal tinha começado a sair. Os cardeais logo a rejeitaram, considerando-a uma obra cheia de erros, e a tiraram de circulação.
Uma nova versão publicada em 1592 na época do Papa Clemente VIII ficou mais tarde conhecida como edição Sixto-Clementina. Permaneceu como a versão oficial da Igreja Católica por um bom tempo. A Vulgata Sixto-Clementina também se tornou a base para traduções católicas para o vernáculo, como a tradução de Antonio Martini para o italiano, terminada em 1781.

A critica textual da vulgata. 

A crítica textual no século 20 revelou que a Vulgata, assim como outras traduções, precisava de revisão. Para isso, em 1965, a Igreja Católica formou uma Comissão para a Nova Vulgata, dando a ela a responsabilidade de revisar a tradução em latim com base em informações mais atualizadas. O novo texto seria usado nas liturgias católicas em latim.

A primeira parte da nova tradução ficou pronta em 1969, e, em 1979, o Papa João Paulo II aprovou a Nova Vulgata. A primeira edição continha o nome divino, Iahveh, em vários versículos, incluindo Êxodo 3:15 e 6:3. Depois, como disse um membro da comissão, a segunda edição oficial, publicada em 1986, “se arrependeu”, e “Dominus [‘Senhor’] foi colocado de volta no lugar de Iahveh”.
Assim como a Vulgata foi criticada séculos antes, a Nova Vulgata também foi alvo de críticas, até mesmo por eruditos católicos. Apesar de ser inicialmente apresentada como uma tradução com um forte caráter ecumênico, muitos a encaravam como obstáculo ao diálogo religioso, em especial porque foi proposta como o modelo que obrigatoriamente serviria de base para traduções nas línguas modernas. Na Alemanha, a Nova Vulgata foi centro de controvérsia entre protestantes e católicos por causa da revisão de uma tradução que servisse a ambos. Os protestantes acusaram os católicos de insistir que essa nova tradução seguisse de perto a Nova Vulgata.
 
Livros apócrifos.  

Os apócrifos é uma literatura extra-bíblica que não foi inserida como inspirados. Estes livros passaram pelo crivo e não foram reconhecidos como inspirados por Deus.

Etimologicamente, o termo “apócrifo” significa: “oculto”, “escondido”. É usado para designar os 14 ou 15 livros, ou partes de livros que, em algum tempo, foram colocados entre os livros do Velho e do Novo Testamento. Eles aparecem anexados nas versões Septuaginta e Vulgata Latina. O vocábulo tem sido empregado de forma diferente por católicos e protestantes.

Para os protestantes “apócrifo” designa o conjunto de livros ou porções de livros que não fazia parte do cânon (lista de livros inspirados) hebraico.
Para os católicos “Apócrifo” se refere aos livros que os estudiosos protestantes chamam de pseudo-epígrafos. Os livros que os protestantes chamam de “apócrifos”, os católicos chamam de “Deuterocanônicos”.

Para os protestantes, os livros apócrifos não foram inspirados por Deus. São importantes fontes documentais para o conhecimento da história, cultura e religião dos Judeus. Também muito úteis para nossa compreensão dos acontecimentos intertestamentários (entre o Velho e o Novo Testamento). Mas não para estarem lado a lado com a literatura canônica (inspirada por Deus), pois ao compararmos uma literatura com a outra, logo percebemos profunda e radical diferença no estilo, na autoridade e até nos ensinamentos.

A igreja Católica incluiu os apócrifos no Cânon (lista de livros inspirados por Deus) em 15 de abril de 1546, no Concílio de Trento, impondo-os aos seus fiéis como livros inspirados. Quem não aceitasse a decisão da igreja, seria por ela amaldiçoado.
Por que rejeitamos os apócrifos? Se a mente divina inspirou a cada escritor, o produto destes diferentes autores deve estar em harmonia entre si. Portanto, os primeiros livros se constituem o critério para todos os demais livros que se consideram ou são chamados de inspirados. Mas os livros conhecidos como apócrifos, não se harmonizam em ensino e doutrina com Moisés e outros profetas canônicos; nem Jesus, nem os apóstolos citaram os livros apócrifos como fonte de autoridade.

Por que então, a Igreja Católica continua apegada aos livros apócrifos? Porque as doutrinas fictícias dos apócrifos confirmam falsos ensinos da igreja, como por exemplo: oração pelos santos, falsas curas, dar esmolas para libertar da morte e do pecado, e salvação pelas obras.

Eis alguns ensinos dos apócrifos:

1. Ensino da Arte Mágica – Tobias 6:5-8.
    Refutação bíblica: Marcos 16:17; Atos 16:18;

2. Dar Esmolas Purifica do Pecado – Tobias 12: 8 e 9; Eclesiático 3:33.
    Refutação bíblica: 1 Pedro 1:18 e 19; Judas 24;

3. Pecados Perdoados pela Oração – Eclesiástico 3:4.
    Refutação bíblica: Prov. 28:1; 1 João 1:9; 2:1 e 2;

4. Orações pelos Mortos – 2 Macabeus 12: 42-46.
    Refutação bíblica: Atos 2:34; Isaías 38:18; Lucas 16:26; Isaías 8:20;

5. Ensino do Purgatório – Sabedoria 3:1-4 (imortalidade da alma).
    Refutação bíblica: 1 João 1:7;

6. O Anjo Relata uma Falsidade – Tobias 5: 1-19.
    Refutação bíblica: Lucas 1:19;

7. Uma Mulher Jejuando toda Sua Vida – Judith 8: 5 e 6. Esta é uma história parecida com outras lendas católicas com respeito a seus santos canonizados. Uma mulher dificilmente jejuaria por toda sua vida. Jesus, mesmo sendo divino-humano, jejuou 40 dias, não pela vida toda.

8. Simeão e Levi mataram os habitantes de Siqueia por ordem de Deus – Judite 9:2. Refutação bíblica: Deus não tinha nada a ver com isto: Gênesis 34:30; 49: 5-7; Romanos 12: 19, 17

9. A Imaculada Conceição – Sabedoria 8:19 e 20. Este texto é usado pelos católicos para sustentar a doutrina de que Maria nascera sem pecados. Refutação bíblica: Lucas 1:30-35; Salmo 51:5; Romanos 3:23.

10. Ensinos da Crueldade e do Egoísmo – Eclesiástico 12:6.
   Refutação bíblica: Provérbios 25:21,22; Romanos 12:20; João 6:5; Marcos 6:44-48.

Apócrifos do Antigo Testamento:

1. Tobias.
2. Judite.
3. Adições ao Livro de Ester (10.4 ao 16.22).
4. A Sabedoria de Salomão.
5. A Sabedoria de Jesus o filho de Sisaque, ou Eclesiástico.
6. Baruque.
7. A Carta de Jeremias.
8. A oração de Azarias e o Canto das Três Jovens.
9. Susana (acréscimo ao livro de Daniel, capítulo 13).
10. Bel e o Dragão (acréscimo ao livro de Daniel, capítulo 14).
11. A oração de Manasses.
12. 1º Livro de Macabeus.
13. 2º Livro de Macabeus.
14. 1º Esdras

Os apócrifos do Antigo Testamento podem ser facilmente identificados comparando os livros das Bíblias utilizadas pela maioria das “Sociedades Bíblicas” com uma Bíblia Católica. Na comparação abaixo, os livros em negrito constituem os apócrifos (chamados de Deuterocanônicos pelos Católicos). Aqueles não negritados são aceitos como canônicos por protestantes e Católicos:

♦ Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio;
♦ Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester (com acréscimos), 1 Macabeus, 2 Macabeus.
♦ Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.
♦ Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruque, Ezequiel, Daniel (com acréscimo), Oséias, Joel, Amós, Abdias (Obadias), Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

Total: 46 Livros
39 Canônicos
+7 Deuterocanônicos ( = aqueles sublinhados).

Apócrifos do Novo Testamento

Os apócrifos do Novo Testamento não oferecem problema porque são rejeitados por todas as igrejas cristãs. E não podia ser diferente. 
Observe o ensino, como por exemplo, do evangelho de São Tomé:
“Jesus atravessava uma aldeia e um menino que passava correndo, esbarra-lhe no ombro. Jesus irritado, disse: Não continuarás tua carreira. Imediatamente o menino caiu morto. Seus pais correram a falar com José, este repreende a Jesus que castiga os reclamantes com terrível cegueira”. Tal relato não é compatível com a sublimidade dos ensinos de Cristo e é suficiente para provar que este evangelho é espúrio. “Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.” (Mateus 19:13-15).

Lista dos Apócrifos do Novo Testamento

1. Evangelhos: Evangelho Segundo Hebreus, Evangelho dos Egípcios; Evangelhos dos Ebionitas; Evangelho de Pedro; Protoevangelho de Tiago, Evangelho de Tomé; Evangelho de Filipe, Evangelho de Gamaliel; Evangelho da Verdade.

2. Epístolas: Epístola de Clemente; as 7 Epístolas de Inácio; aos Efésios, aos Magnésios, aos Trálios, aos Romanos, aos Filadélfios, aos Esmirnenses e a Policarpo; a Epístola de Policarpo aos Filipenses; Epístola de Barnabé.

3. Atos: Atos de Paulo, Atos de Pedro, Atos de João, Atos de André, Atos de Tomé.

4. Apocalipses: Apocalipse de Pedro, o Pastor de Hermas, Apocalipse de Paulo, Apocalipse de Tomé; Apocalipse de Estêvão.

5. Manuais de Instrução: Didaquê ou Ensino dos 12 Apóstolos, 2 de Clemente. Pregação de Pedro.
Total: 34 livros – são mais do que os Canônicos do Novo Testamento (que somam 27).
Muitos destes livros disputaram um lugar junto ao Cânon Bíblico, mas graças a Deus, foram rejeitados pela Igreja Cristã, assessorada pelo Espírito Santo. Se estes livros pertencessem à lista de livros inspirados por Deus, certamente manchariam a beleza da sã e pura Palavra de Deus.

Devemos, portanto, nos apegar apenas aos 66 livros como dignos de confiança em termos da revelação de Deus ao homem. Nestes livros, 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, temos toda a revelação necessária para a salvação do homem. A Sociedade Bíblica do Brasil – com razão – adota estes 66 livros como padrão para as Bíblias que produz. 

Em suma: 

A Bíblia protestante é constituída por 66 livros, 39 dos quais formam o Antigo Testamento e 27 o Novo Testamento. Já a Bíblia católica possui, além desses 66 livros, outros sete livros completos (Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico) e alguns acréscimos ao texto dos livros de Ester (10:4 a 11:1 ou a 16:24) e Daniel (3:24-90; caps. 13 e 14). Esses livros e fragmentos adicionais são chamados de deuterocanônicos, pelos católicos, e de apócrifos, pelos protestantes.
Os apócrifos (ou deuterocanônicos) foram produzidos, em sua maioria, durante os dois últimos séculos a.C. Embora não fizessem parte da Bíblia hebraica dos judeus da Palestina, eles foram incorporados à tradução da Bíblia ao latim (Vulgata Latina), que preservou e popularizou esses acréscimos durante a Idade Media. 
No Concílio de Trento em 8 de abril de 1546, a igreja católica decretou que aqueles que não reconhecessem os apócrifos da Vulgata Latina como genuinamente “sagrados e canônicos” deveriam ser anatematizados. Consequentemente, todas as versões católicas da Bíblia preservam até hoje esses escritos.
Os protestantes, por sua vez, reconhecem o valor histórico dos apócrifos, mas não os consideram como canônicos ou inspirados. Esta posição deriva do fato de tais escritos (1) não fazerem parte do cânon hebraico do Antigo Testamento; (2) não haverem sido citados por Cristo ou pelos apóstolos no Novo Testamento; e (3) apresentarem ensinamentos contraditórios ao restante das Escrituras. Entre esses ensinamentos encontram-se, por exemplo, as falsas teorias da existência do purgatório (Sabedoria 3:1-9; contrastar com Salmo 6:5; Eclesiastes 9:5, 10); das orações pelos mortos (II Macabeus 12:42-46; contrastar com Isaías 38:18 e 19); de que anjos bons mentem (Tobias 5:10-14; contrastar com Mateus 22:30; João 8:44); de que o fundo dos órgãos de um peixe, postos sobre brasas, espantam os demônios (Tobias 6:5-8; contrastar com Marcos 9:17-29); de que as esmolas expiam o pecado (Tobias 12:8 e 9; Eclesiástico 3:30; contrastar com I Pedro 1:18 e 19; I João 1:7-9). Isso nos impede de aceitar a inspiração e a canonicidade dos escritos apócrifos (ou deuterocanônicos).

Fonte: Equipe Bíblia.com.br
Professor Jorge Mário, Apostila de Estudo Teológico.

AUTORIDADE.

A autoridade da bíblia tem como base a sua inspiração, por ser ela a palavra de Deus. Isto lhe faz um livro ímpar, diferente de todas as obras literárias. A sua autoridade consiste no fato da sua infalibilidade em relação as suas profecias e promessas nela contida. Ela é conhecida como o Livro, o Livro de Deus, onde se encontra a fonte da água da vida para toda a humanidade.
A Bíblia é o único livro que a sua mensagem é infalível, imutável, verdadeira e eterna.

INFALÍVEL.

Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir (Jeremias, 1.11,12).
Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei (Isaías, 55.10,11).

IMUTÁVEL.

Eu não violarei minha aliança, tampouco modificarei qualquer das promessas dos meus lábios.
De uma vez para toda a eternidade jurei por minha santidade, e não faltarei com a minha palavra a Davi (Salmos, 89.34,35).
Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos (Malaquias, 3.6).

VERDADEIRA.

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (João. 17.17).
A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre (Sl.119.160).

ETERNA.

Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente (Isaías, 40.8).
Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu (Salmos, 119.89).

O TESTEMUNHO DOS SEUS ESCRITORES.

MOISÉS.

Inclinai vossos ouvidos, ó céus, e eu falarei; ouça, ó terra, as palavras da minha boca.
Que o meu ensinamento goteje como a chuva e as minhas palavras destilem como brando orvalho, como chuva suave sobre a relva que viceja, como garoa revigorante para as plantas verdejantes.
Eu vou proclamar o Nome do SENHOR; quanto a vós, glorificai a grandeza do nosso Deus!
Ele é a nossa Rocha, suas obras são todas perfeitas, e seus caminhos todos, justos. Deus é fiel, e jamais comete erros. Deus é bom, sábio e justo! (Deut.32.1-4). 

DAVI.

E estas são as últimas palavras de Davi. Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido de Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel: O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca (II Samuel, 23.1,2).

DANIEL.

No primeiro ano de Dario, filho de Assuero da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre todo o povo caldeu babilônio, no primeiro ano do seu governo real, eu, Daniel, compreendi mediante a leitura atenta das Sagradas Escrituras, de acordo com a Palavra do SENHOR, concedida ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos (Daniel, 9.1,2).

PAULO.

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra (II Timóteo, 3.16,17).
 
PEDRO.

Sabendo primeiramente isto; que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro, 1.20,21).

ESCRITOR ANÔNIMO.

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hebreus, 4.12).

O TESTEMUNHO DE JESUS.

Então, lhes admoestou Jesus: “Ó tolos de entendimento e lentos de coração para crer em tudo quanto os profetas já declararam a vós! Ora, não era imprescindível que o Cristo padecesse para que entrasse na sua glória?” Então, iniciando por Moisés e discorrendo sobre todos os profetas, explanou-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras (Lucas, 24.25-27).

CONCLUSÃO:
Cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, e a única revelação escrita de Deus para toda a humanidade, e que a sua autoridade e inspiração divina é autentica e comprovada. Que todos possam receber a Bíblia sem restrição alguma, pois ela é a palavra de Deus em qualquer língua que vier a ser traduzida.